400 posts, 10 hits e muitos livros

Começou em 2013. E até setembro de 2015 era só um espaço para postar impressões sobre livros, sem pretensões. Textos curtos, oriundos do Facebook. Na soma de quase três anos não foram mais do que duas mil visualizações, totalmente aleatórias. Até que o post mais visualizado em toda a história do Lombada Quadrada apareceu em outubro de 2013. Uma lista de 10 livros escritos por mulheres, que foi replicada em dezenas de blogs e páginas, com destaque para o coletivo #LeiaMulheres, que já seguíamos e de quem somos seguidores e fãs. A partir daí, o Lombada Quadrada ganhou uma linha editorial e foi se enredando no mundo literário. Fizemos amigos, parcerias, recebemos romances, poesias e contos de escritoras e escritores, de editoras, de amigos autoras e autores e, claro, continuamos a comprar muitos livros. Nesse tempo, nossa estante também cresceu, abrindo espaço para novos volumes, que não param de chegar. E tem sido um belo exercício de diversificação de leituras. Novos autores, apostas em poesia e contos, autores e autoras nacionais, mergulho na literatura russa, ensaios, crônicas, tudo vale a pena se é bem escrito e cai em nosso gosto.

Ah,  importante dizer que continuamos sem pretensões. O blog é um espaço de compartilhamento de impressões sobre leituras. Não somos críticos literários. Apenas leitores vorazes, sem preconceitos, mas com critérios.

Nessa trajetória de 400 posts descobrimos o óbvio. Listas e dicas são um hit da internet. E ente os 10 posts mais lidos só dois deles, tratam de livros específicos, como vocês verão abaixo. Os outros 8 mais lidos nesse tempo são listas com dicas para ler, análise de aplicativos para registro de leituras, técnicas para restauro de livros ou ideias para fazer dos livros companheiros de todas as horas.

Para orgulho dos autores do blog, posts livros escritos por mulheres, sobre questões raciais e enredos feministas estão entre os mais lidos. Em 400 posts, temos mais de 318 mil visualizações. E 142 mil visitantes, a quem agradecemos e convidamos para continuar nos seguindo.

Vamos aos top ten? É só clicar nos links para ler as resenhas.

 

1º) 10 mulheres para ler agora (e continuar lendo mulheres)

Campeão de audiência, com mais de 16 mil cliques em apenas um mês, impulsionou o blog e mostrou que temos interlocução com uma galera que entende a importância de promover a igualdade de gênero em todos os campos da sociedade. E a literatura não pode ficar de fora, né? Para ler o post, clique neste link.

2º) 15 livros pra curtir as férias

Vice-campeã na história do Lombada, a lista de dicas para leitura de férias bombou e continua sendo procurada. Livros clássicos, daqueles que estão sempre disponíveis nas livrarias ou sebos. A lista você encontra aqui.

3º) 7 livros para entender a questão racial

Racismo existe e deve ser combatido. A literatura tem um papel importante na construção de uma narrativa antirracista. Seja nos romances ou nos ensaios, essa primeira lista do Lombada abriu caminho para vários posts em que a questão racial aparece com força. Essa lista você conhece aqui.


4º) 14 livros de cabeceira

Renata não gosta da expressão, por achar que os livros devem circular e não ficar eternamente na cabeceira. Eu, por minha vez, acho que dá pra dizer que os livros de cabeceira estão entre os inesquecíveis de toda a vida. Nesta lista, que faz muito sucesso, estão livros de um recorte temporal e sentimental. Não são necessariamente os melhores, mas estão entre os que ficaram na memória. E pra você, quais são os livros de cabeceira?


5º) 10 provas de que você tem tempo pra ler

Volta e meia pessoas nos perguntam como conseguimos ler tanto. E, amigos e amigas, a gente acha que lê menos do que gostaria. Este post mostra como é possível ter um livro na bolsa para qualquer momento. Viagens de avião, filas de banco, esperas no restaurante, dia de praia ou piscina, e por aí vai. Se você não aproveita pra ler, é porque não quer ou prefere ficar grudado no celular.


6º) 6 coisas pra nunca fazer com um livro

Renata fez um curso massa na Casa Guilherme de Almeida e nunca mais olhamos do mesmo jeito para livros avariados. Nada de qualquer cola, fitas adesivas ou capas. Existem técnicas muito simples para conservar e restaurar livros que você encontra resumidas neste post


7º) 7 motivos para ler ‘A montanha mágica’

Os clássicos fazem sucesso. E foi a densa e longa leitura de Thomas Mann que colocou A montanha mágica como o livro mais acessado na história de 400 posts do blog, superando outras listas. A resenha, que tem cliques diários desde que foi publicada, você lê aqui.


8º) Skoob x Goodreads

Leitores compulsivos e organizados colocam os livros na estante por ordem alfabética de  sobrenome de autor, separam por literatura nacional e estrangeira, romances e poesia juntos, história, biografias, sociologia, comunicação e afins em outras estantes. Somos assim, organizados, como se vê na foto que ilustra este post e mostra apenas parte da biblioteca de livros de ficção. E a tecnologia ajuda a catalogar os volumes. Em Skoob x Goodreads Renata compara dois aplicativos para catalogação de bibliotecas. Um de nossos campões de audiência.


9º) Como ler vários livros ao mesmo tempo

Na linha do “onde vocês acham tempo pra ler e viver”, também percebemos que as pessoas acham que um livro atrapalha o outro. Ora, você lê notícias, assiste a filmes, conversa, tem acesso a miríades de narrativas todos os dias. Por quê então não consegue ler mais de um livro simultaneamente? Sério que vai misturar os Buendia com Capitu e Bentinho? Neste post, provamos que é possível e, até desejável, ter mais de um livro em leitura corrente.


10ª) A pedra no caminho de Drummond

Fechando o top ten o segundo livro único entre os mais lidos da história. O ensaio genial de José Miguel Wisnik sobre a ligação da obra de Carlos Drummond de Andrade com a mineração, especialmente nas Minas Gerais e em sua Itabira natal. Premonitório, o texto de Wisnik foi publicado meses antes do crime ambiental e humano de Brumadinho. A resenha, que está aqui, mostra como aquele que é considerado o maior poema brasileiro do século XX concentra e expande toda a conturbada história do poeta com relação à atividade mineradora.

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