As leituras marcantes do Lombada Quadrada em 2017

Chega o final do ano e começam a pipocar as listas de melhores filmes, restaurantes, shows, livros e etc. Os autores do Lombada Quadrada cumprem sua parte na onda geral e elegem as melhores leituras de 2017.

É uma lista sem compromissos. Portanto, escolhemos entre os livros que lemos pela primeira vez neste ano aqueles que foram mais marcantes. Não vale releitura. E não precisa ter sido lançado ao longo dos últimos 12 meses. Nosso método se pauta pelo roteiro de leitura de ambos.

E nesse roteiro, tem poeta pernambucano dos anos 1960, romancista brasileiro do começo do século XX, escritoras e escritores contemporâneos, ficção científica, livro que deu origem a série, série de livros que se fecha em famosa tetralogia, ensaios sobre som, literatura e  praia, hai-cais para o público infantil, clássicos do humanismo e do realismo mágico na literatura de todos os tempos, biografia de um poeta genial e livro de memórias de uma mulher que encarou a guerra e o genocídio.

Tem leitura pra todo gosto. E é também nosso guia de indicações de leitura para quem está entrando em férias e quer levar um bom amigo para as tardes preguiçosas, filas de museu ou dias de chuva no litoral e na montanha.

Vocês verão uma lista das dez melhores leituras de Renata e outra com as dez mais de Carlos. A ordem não é de preferência. São todos “livros do ano”.

Como em 2016, algumas escolhas de Renata e Carlos coincidiram. E, bingo! São quatro livros escritos por 3 mulheres poderosíssimas. As mulheres dominaram o top 4 mais uma vez!

Confiram as listas. Onde houver link é porque tem resenha do Lombada. Boa leitura e feliz livro novo. Ops…ano novo!

ESCOLHAS DOS DOIS

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1.  História da menina perdida, de Elena Ferrante (Biblioteca Azul, Globo). Ferrante aparece mais uma vez. O vício de 2016 se repetiu em 2017 no último lance da tetralogia napolitana. 

2. Aqui, no coração do inferno e O peso do coração de um homem, de Micheliny Verunshk (Patuá). A escrita poderosa e poética de Micheliny fez duas leituras do ano de uma vez e pegou o Lombada de jeito. Esperamos ansiosamente pelo livro que fecha a trilogia. 

3. O conto da Aia, de Margareth Atwood (Roco). O machismo elevado à enésima potência em uma distopia que infelizmente não parece ser tão distante do mundo em que vivemos. Ler para resistir. Em 2018, Renata e Carlos querem desesperadamente assistir à série baseada nesse incrível livro.

 

ESCOLHAS DE RENATA

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1. Manual da faxineira, de Lucia Berlin (Companhia das Letras). Melhores contos em muito tempo.

2. Inyenzi ou les cafards, de Scholastique Mukasonga (Folio). O holocausto de Ruanda num relato que é resistência.

3. Um teto todo seu, de Virginia Woolf (Tordesilhas). Virginia dá a real sobre o machismo que impede o surgimento de escritoras.

4. Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus (Ática). Poesia na falta de tudo.

5. A montanha mágica, de Thomas Mann (Companhia das Letras). Elegante, humanista, clássico de todos os tempos.

6. Sem importância coletiva, de Daniela Lima (E-Galáxia). Curtíssima e surpreendente novela distópica. Melhor custo-benefício do ano!

7. Os segredos da ficção, de Raimundo Carrero (CEPE editora). Literatura virada do avesso, emoção e técnica indissociáveis.

8.  A vista particular, de Ricardo Lísias (Alfaguara).  Arte, nudez e redes sociais, num romance premonitório.

9. No risco do caracol, de Maria Valéria Rezende (Autêntica). O sertão em hai-cais. Livro infantil pra gente esperta.

10. O som e o sentido, de José Miguel Wisnik (Companhia das Letras). Uma história profunda da música e do ruído.

 

ESCOLHAS DE CARLOS

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1. Pedro Páramo, de Juan Rulfo (em português, pela Record). A leitura do ano. Um romance que é a literatura

2. As ondas, de Virginia Woolf (Novo Século, com tradução de Lya Luft). A outra leitura do ano. Literatura em ondas, a passagem do tempo e o gênio de Virginia Woolf.

3. Como ser as duas coisas, de Ali Smith (Companhia das Letras). Uma história de libertação pela arte.

4. Melhores poemas, de Carlos Pena Filho (Global). “Então pintei de azul os meus sapatos/Por não poder de azul pintar as ruas.” Tem apresentação melhor que essa?

5. O cemitério dos vivos, de Lima Barreto (Companhia das Letras). Loucura ou genialidade? Lima Barreto sem ficar nada a dever a Dostoievski.

6. Uma rua de Roma, de Patrick Modiano (Rocco). Memórias da guerra. Um libelo literário contra o antissemitismo.

 7. A noite da espera, de Milton Hatoum (Companhia das Letras). Para não esquecer da longa noite da ditadura. Esperando avidamente pelo segundo volume da trilogia.

 8. A musa praguejadora, de Ana Miranda (Record). Uma biografia que é um romance. Uma vida que é uma síntese do Brasil colônia. As loucuras de Gregório de Matos.

 9. A coleção particular, de Georges Perèc (CosacNaify). Uma novela e um conto. Um labirinto literário repleto de lógica e matemática.

 10. A vida descalço, de Alan Pauls (CosacNaify). Relatos da beira-mar. Ou, de como as férias na praia rendem um belíssimo ensaio.

 

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